Após sobrevoar por 50 minutos cidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte devastadas pelas chuvas, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) anunciou, nesta quinta-feira, socorro de R$ 1 bilhão para os três estados da região Sudeste castigados pelos temporais:  Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

“O governo se solidariza com os familiares das vítimas e se coloca ao lado do sofrimento do povo de Minas Gerais”, disse o presidente, em pronunciamento à imprensa.

Bolsonaro preferiu não conceder entrevista aos jornalistas que o aguardaram por aproximadamente quatro horas no Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins. O presidente também não detalhou qual será a fatia de cada Estado.

O valor que cada cidade irá receber levará em conta planilhas que serão apresentadas pelos próprios municípios e checadas pelo governo federal.

Em Minas, onde 55 mortes foram confirmadas e mais de 53 mil pessoas estão desabrigadas ou desalojadas, cerca de 120 prefeituras decretaram situação de emergência.

“Estamos iniciando o segundo momento, que é o momento em que as prefeituras estão levantando dados e o ministério (do Desenvolvimento Regional) irá analisar perdas e disponibilizar os recursos”, disse o governador de Minas, Romeu Zema, que acompanhou Bolsonaro no sobrevoo às cidades da Grande BH.

Bolsonaro e Zema receberam sete prefeitos da região numa sala reservada, dentre eles o prefeito de BH, Alexandre Kalil, que no dia anterior estimou que só a capital precisará de “R$ 300 milhões, R$ 400 milhões” do governo federal para reparar os estragos das chuvas.

Este valor já leva em conta o que a PBH custeará com recurso próprio mais os R$ 200 milhões que o Estado repassará em três parcelas ao município.

Desta forma, nas contas de Kalil, os temporais causaram prejuízos de pelo menos R$ 500 milhões à capital. Portanto, só BH precisaria de uma importante fatia do dinheiro anunciado por Bolsonaro.

Prefeitos que participaram do encontro acreditam que a maior parte do recurso ficará com Minas Gerais. “Por ter um número maior de habitantes (nas áreas atingidas)”, justificou Vitor Penido, gestor de Nova Lima, onde houve morte registrada.