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Chineses confirmam R$7,9 bilhões no Norte de Minas

O minério de ferro do Norte de Minas – Foto: Internet/Divulgação

  Os chineses anunciaram na última sexta-feira o investimento de R$7,9 bilhões no Norte de Minas, em projeto pioneiro e inédito no Brasil, de extração de minério de ferro com teor médio de 20%, conforme comunicado realizado pela Sul Americana Metais (SAM). Com isso, o projeto idealizado pelo empresário Jamil Cury, então presidente da Associação Comercial e Industrial de Montes Claros, começa a sair do papel, com a liberação das licenças ambientais. O  minério de ferro de baixo teor altera paradigma da mineração mundial, com aproveitamento econômico inédito de material até então desconsiderado pelo setor. A empresa construirá, para tanto, o próprio reservatório de água para suas atividades e para o consumo da comunidade, fomentará investimentos em alta tecnologia, agricultura familiar e energia renovável, utilizando o sistema de depósito de rejeitos mais seguro da atualidade.

Devido a aspectos técnicos, a mineração de ferro de baixo teor não permite o uso exclusivo de processos de tratamento a seco. Por isso, o sistema de depósito de rejeitos do Projeto Bloco 8 foi desenvolvido a partir de um elevado investimento em segurança. Projetada pelas mais destacadas empresas do segmento, sob auditagem de consultor independente da USP, a barragem a ser utilizada será de linha de centro, com um filtro vertical que acompanhará todo o seu corpo central, dentre outros dispositivos técnicos de segurança, para evitar a ocorrência de infiltração e o risco de rompimento. Além disso, durante sua operação, o talude de jusante ficará separado do espelho d’água por área de rejeito com distância mínima de 400 metros. Essa distância, associada ao filtro, fará com que a estrutura da barragem seja mantida drenada eficientemente pelo filtro vertical, eliminando os riscos de instabilidade ou liquefação.

A segurança do empreendimento vai além da barragem de rejeitos projetada. Graças às soluções técnicas desenvolvidas pela empresa, mesmo em caso de hipotético rompimento, nenhuma comunidade seria afetada. O local onde ocorrerá a extração, a cava da mina, funcionará também como um importante dispositivo de redução do risco na operação do complexo, pois estará localizada imediatamente abaixo da barragem de rejeitos. Assim, num caso hipotético de rompimento, a cava – que terá sua operação realizada por controle remoto – será o primeiro lugar para onde o material escoará.

Aproveitando essa localização, a SAM projetou ainda uma estrutura de contenção logo após a futura cava. Com a presença dessa estrutura de controle, todo o material ficaria restrito e confinado dentro da área da empresa, impedindo a propagação da onda de rejeito mineral em direção a qualquer comunidade vizinha. Apesar da chamada Zona de Autossalvamento (primeira área que seria afetada em caso de rompimento da barragem de rejeitos) ficar dentro da futura área do empreendimento, a SAM adotará todas as exigências estabelecidas pela nova Lei Estadual 23.291 não permitindo que haja residentes nos 10 km imediatamente abaixo dessa área.

A questão hídrica mereceu estudo bastante elaborado no Projeto Bloco 8. Tanto para suas atividades, quanto para aumentar a geração de benefícios socioambientais na região, a SAM construirá o reservatório de água do Rio Vacaria nos municípios norte-mineiros de Padre Carvalho e Fruta de Leite. Além do fornecimento necessário à operação do complexo minerário, a construção desse reservatório disponibilizará água ao Governo do Estado para distribuição às comunidades locais, em quantidade equivalente a 4 mil metros cúbicos/hora, o que equivale ao atendimento a mais de 600 mil pessoas.

Após a construção do reservatório de água do rio Vacaria, a SAM, também em parceria com o Governo de Minas, irá participar da implantação de projeto de irrigação de 950 hectares para fortalecimento local da agricultura familiar. A empresa distribuirá kits de irrigação, incentivando a cultura de milho e mandioca, produtos que serão necessários no processo de tratamento do minério de ferro (flotação) e poderão ser adquiridos diretamente da comunidade. Durante sua futura operação, 95% da água a ser usada no Projeto Bloco 8 será recirculada e reutilizada em suas atividades.

A energia usada nas atividades do empreendimento será 100% originária de fontes renováveis, a partir do 5º ano de operação do Projeto Bloco 8. Como o Norte de Minas possui excelente potencial para geração de energia solar fotovoltaica, eólica, entre outras, a SAM e seus parceiros empresariais, investirão também nesse setor, com significativos reflexos socioeconômicos diretos para a região.  A implantação do projeto irá, necessariamente, atrair investimentos relacionados à melhoria regional da infraestrutura de telecomunicações e dados. Fator adicional de segurança, a operação na área da futura cava, de onde o minério será extraído, será realizada por máquinas e equipamentos de operação remota, sem a presença de pessoas no local. Isso exigirá a instalação da tecnologia 5G, beneficiando toda a região. Para tanto, a SAM está mantendo negociação com a Huawei, uma das maiores companhias de tecnologia do mundo, para que seja suprida essa demanda.

O Projeto Bloco 8 será pioneiro no Brasil a realizar extração de minério de ferro com teor médio de 20%. O baixo teor associado à operação de grande porte exige uma logística otimizada, que ocorrerá por meio de mineroduto, neste caso, em sistema terceirizado. O mineroduto será licenciado, implantado e operado por empresa independente e especializada, a Lotus Brasil Comércio e Logística Ltda. Durante a etapa de implantação, o Projeto Bloco 8 vai gerar, aproximadamente, 6.200 empregos diretos. Cerca de 1.100 funcionários atuarão na sua futura operação, para produção de 27,5 milhões de toneladas/ano de minério de ferro de alta qualidade.

Fonte: gazetanortemineira.com

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