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Deputado quer discutir mineroduto no Norte de Minas

10/12/2019 – 16h

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Carlos Pimenta (deputado estadual PDT/MG)

O deputado Carlos Pimenta, do PDT, anunciou, ontem de manhã, que pedirá uma audiência das Comissões de Meio Ambiente e de Minas e Energia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais para discutir o projeto de mineração do Norte de Minas, pois afirma que o assunto é polêmico e quer  debater profundamente a construção da mineradora na região de Grão Mogol, que construirá a maior barragem de rejeitos do mundo com 2,4 bilhões de toneladas. Ele salienta que a Barragem de Brumadinho, que rompeu, tinha 12 milhões de toneladas, ou seja, 200 vezes menor. No caso do projeto do Norte de Minas, o deputado afirma que está programado um mineroduto, que precisará de bilhões de metros cúbicos de água para empurrar o minério microgranulado até o porto de Ilhéus.

“Não dou contra o empreendimento, mas farei tudo para impedir esta bomba atômica que querem implantar neste Norte de Minas, em processo de desertificação. Temos que assegurar à mudança do mineroduto por Ferroduto; o rejeito tem que ser seco, como acontece em todos os países desenvolvidos do mundo; as barragens não podem ser construídas a montante, para evitar rompimentos; mesmo mudando a construção de mineroduto para ferroduto, o processo minerário exige a utilização de muita água e para isso, será necessário a construção de barramentos de rios locais” – destaca o deputado Carlos Pimenta.

Ele lembra ainda que “será necessário garantir um programa de atendimento profissional para a população local e priorizar as vagas de empregos. Os municípios diretamente atingidos pelo complexo industrial precisam de apoio para o aprimoramento das áreas de saúde, educação, assistência social, lazer e de infraestrutura e o Governo do Estado precisa garantir a fiscalização de todas as etapas da obra, tanto na construção quanto no processo minerário. Não vou ceder hum milímetro para que as licenças sejam expedidas sem antes garantir estas condicionantes e muitas outras que ocorrerão no processo de construção desta gigantesca empresa mineraria”.

O parlamentar cita que “a região é pobre e precisa dos empregos, impostos que serão gerados, dos royalties que serão repassaria aos municípios, mas  não podemos esquecer que a região tem um valioso patrimônio ecológico, não tem água e não queremos apressar a desertificação do Norte de Minas. Nós somos responsáveis pelo que vier acontecer de bom ou de ruim e a conta será desfrutada ou paga pelas próximas gerações” – conclui.

Fonte: gazetanortemineira.com.br

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