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Dr. Heron de Freitas orienta sobre coronavírus

Médico Cardiologista, proprietário da CLINICOR, Dr. Heron de Freitas fala nesta entrevista ao Jornal de Espinosa sobre o Covid-19 e quais as recomendações atuais para se evitar o contágio.

                 Dr. Heron de Freitas orienta sobre coronavírus

JORNAL DE ESPINOSA – O que é o coronavírus e quando foi descoberto?

Dr. Heron de Freitas – Coronavírus é um vírus RNA vírus que já é estudado há muitos anos com ciclos silvestres principalmente. Até então esse vírus não estava relacionado a nenhum vírus humano conhecido. Coronavírus compõe uma grande família de vírus que infectam mamíferos e pássaros, causando uma ampla variedade de doenças. Todos os coronavírus humanos são patógenos primariamente respiratórios e podem causar desde um resfriado comum até síndromes respiratórias graves, como a síndrome respiratória aguda grave (SARS, do inglês Severe Acute Respiratory Syndrome) e a síndrome respiratória do Oriente Médio (MERS, do inglês Middle East Respiratory Syndrome). Os vírus foram denominados SARS-Cov e MERS-Cov, respectivamente. O novo coronavírus foi oficialmente nomeado SARS COV 2 e causa a doença Covid-19 (coronavirus disease 2019) e trata-se de uma nova variante do coronavírus, até então não identificada em humanos.

 

JORNAL DE ESPINOSA – Quem são os grupos mais vulneráveis à contaminação e às complicações?

Dr. Heron de Freitas – Os pacientes com idade acima de 60 anos se mostram mais vulneráveis, quanto maior a idade maiores os riscos. Além disso os pacientes que são portadores de doenças crônicas como Diabetes, Hipertensão, Cardiopatias, Doenças Pulmonares como Asma e DPOC.  Alguns trabalhos recentes também mostram que o tabagismo como fator de risco, o paciente que fuma independente da idade têm maior risco de desenvolverem casos graves.

“alguns casos podem evoluir com piora dos sintomas como febre persistente por mais de 06 dias, tosse seca, cefaléia (dor de cabeça), perda olfato e paladar”

 

JORNAL DE ESPINOSA – Sintomas semelhantes entre as doenças geram dúvidas na população. Qual a diferença entre coronavírus, gripe e resfriado?

Dr. Heron de Freitas – 80%  dos pacientes acometidos podem se apresentar assintomáticos, outros sintomas podem aparecer sendo mais comuns se assemelham ao resfriado comum:  tosse, coriza e febre baixa. Porém alguns casos podem evoluir com piora dos sintomas como febre persistente por mais de 06 dias, tosse seca, cefaléia (dor de cabeça), perda olfato e paladar.  Poderá haver evolução para síndrome respiratória aguda em geral após o sexto dia com aumento da tosse, cansaço (dispnéia) – aumento da frequência respiratória sendo esse sintoma já indicativo de internação.

 

JORNAL DE ESPINOSA – Quando se deve ir ao médico?

Dr. Heron de Freitas – Quando o paciente começa a apresentar sintomas respiratórios mais importantes como cansaço fácil e aumento da frequência respiratória.  Aqueles pacientes que apresentam apenas sintomas gripais deverão entrar em contato com o número (38) 99962 – 2810 da Secretária Municipal de Saúde que serão orientados e acompanhados por telefone quanto aos sintomas.

 

JORNAL DE ESPINOSA – Quais as possibilidades de vacinas e de medicamentos específicos no combate ao coronavírus?

Dr. Heron de Freitas – Já existem vacinas em teste, mas ainda deverá demorar algum tempo para que seja comprovada a eficácia em humanos. Quanto à medicamentos, a Hidroxicloroquina já está sendo usada em pacientes graves e iniciados os testes em paciente com quadro moderado com aumento da frequência respiratória, sendo a prescrição de responsabilidade do médico. Não há estudos para que se use este medicamento em formas leves ou como prevenção pois o medicamento também poderá causas outros danos caso não seja bem orientado por um médico.  Existem estudos com vários outros medicamentos, associação de medicamentos e também com anticoagulantes (em internação) mas ainda não temos os resultados destes estudos para mostrar especificamente se há um benefício na condução da doença.

 

JORNAL DE ESPINOSA – Qual a mensagem ou recomendação final?

Dr. Heron de Freitas – A maior recomendação até o momento é o isolamento social (#FIQUEEMCASA) pois é a única maneira já comprovada de se diminuir o aumento de transmissão para que não haja uma sobrecarga do sistema de saúde. Reforçando ainda que a prioridade de isolamento são os pacientes idosos e aqueles que possuem patologias acima citadas.  É importante que todos mantenham a calma, tentem se envolver em atividades domiciliares e criar uma rotina para evitar também o desgaste psicológico diante deste momento conturbado.  É importante salientar que todos têm responsabilidade na prevenção do aumento do números de casos,  sendo necessário uma boa higiene de mãos, lavar com água e sabão ou usar álcool gel, evitar contatos próximos (mantendo distanciamento de 2 metros entre as pessoas) e o uso de máscaras sempre que for necessário para sair de casa.

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