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Pacuí apresenta baixa vazão e preocupa os produtores do Norte de Minas

picauiO Pacuí bem seco Foto: MARCELO SOARES

  O rio Pacuí está com sua vazão muito baixa em alguns pontos, o que preocupa os produtores rurais. Marcelo de Jesus Soares, secretário municipal de Agricultura de Ibiaí esteve no domingo passado no trecho do rio em Barra do Pacuí, perto da cidade ibiaiense, quando constatou a precária situação do rio, que tem apenas 10 centímetros de profundidade e quatro metros de largura. As suspeitas é que alguns fazendeiros estarão fazendo a retirada da água para irrigação, gerando essa situação. Os rumores de que a Copasa é responsável por essa situação, por causa da adutora que traz água para Montes Claros, também preocupa os produtores rurais.

O superintendente regional da Copasa, Roberto Luiz Botelho, confirma que o Instituto Mineiro de Gestão de Águas (IGAM) abriu uma investigação sobre a captação de água sem autorização e, por isso, colocou uma equipe para percorrer o rio e apurar o caso. O dirigente explica que a Copasa está cumprindo o acordo de manter a vazão de 399 litros por segundo no leito do rio Pacuí, por causa da captação da água pela adutora. Ele lembra que pode ocorrer a oscilação dessa vazão para mais ou menos, pois quando alguém liga uma bomba, o leito do rio cai.

A Copasa descobre a situação, monitorada pelos equipamentos, e toma a providência. Porém, mantém a média diária. Atualmente, a Copasa está retirando apenas 100 litros por segundo, durante 21 horas. Isso por causa da seca. O normal seria retirar 345 litros por segundo, como mandou a outorga dada pelo IGAM. A Copasa passou a usar outras opções para assegurar o abastecimento de água em Montes Claros.

DESPERDÍCIO – As redes sociais tem demonstrado o desperdício de água no projeto Gorutuba, nos municípios de Janaúba e Nova Porteirinha, quando mais de 1.000 litros por segundo estão sendo jogados para fora do canal. A reclamação é que essa água poderia estar sendo despejada na Barragem do Bico da Pedra, que nessa época do ano, sofre os impactos da estiagem.

Fonte: gazetanortemineira.com.br

 

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