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Projeto implantado em Presídio de Janaúba ensina detentos a trabalharem com piscicultura

Um projeto de piscicultura implantado no Presídio de Janaúba (MG) está criando uma nova oportunidade de emprego para os detentos. A intenção é que eles sejam capacitados e se tornem aptos a atuarem na área quando deixarem o Sistema Prisional.

Além da possibilidade de oferecer uma profissão aos presos, o projeto ainda vai contribuir para a alimentação de crianças, adolescentes e idosos. Ao atingirem o ponto de abate, as tilápias serão doadas para quatro instituições da cidade.

A iniciativa começou a ser implantada em janeiro e foi viabilizada por meio da parceria da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) e a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).

Para construir o reservatório onde os peixes são criados e comprar os 150 alevinos (filhotes) foi usada a verba pecuniária liberada pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais no valor de R$ 2 mil. O recurso foi administrado pelo Conselho da Comunidade da Comarca de Janaúba.

Segundo a Sejusp, enquanto a Emater orientou sobre a construção do reservatório, sob responsabilidade dos próprios detentos, a Codevasf forneceu ração e contratou um zootecnista, que vai ao presídio a cada 15 dias para dar orientações e acompanhar as atividades.

“É a primeira vez e gostaria de continuar trabalhando com eles quando terminar minha pena”, fala Manoelino da Silva, de 48 anos.

“Estão muito empenhados, mesmo sem terem nenhuma experiência anterior na criação de peixes. Esta oportunidade dá possibilidades concretas a eles de conquistar uma vaga de emprego ou de abrir um negócio com a família”, destaca o gerente de produção do presídio, Romildes Mendes. Ele é responsável por acompanhar e fiscalizar as atividades de trabalho dos presos.

Maurício Gros, chefe do Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura de Gorutuba, vinculado à Superintendência da Codevasf de Montes Claros, explica que várias espécies de peixes são criadas na região de Janaúba e Nova Porteirinha, entre elas, tambaqui, pirarucu, tilápia, piau verdadeiro, curimatã e surubim.

Dados da Codevasf apontam que 130 famílias se dedicam à piscicultura e produzem cerca de 20 toneladas por ano nas áreas dos dois municípios. Os peixes são vendidos no Norte de MG.

Após seis meses, quando as tilápias atingirem o ponto de abate, serão doadas para o Asilo São Vicente de Paulo, o Projeto Dom José Mauro, a Creche Gente Inocente e a Casa de Apoio de Janaúba.

Fonte: G1

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